Sentado sobre o tapete da sala, com o tronco encostado no sofá com os olhos fixos no teto, ela passava os dedos em seus cabelos e o segurava com as penas, repousar em seu colo era a melhor forma de segurança, nem as grades, nem trancas protegiam melhor que seu afago.
Ele pensava coisas simples quando ela perguntou:
-Eu posso mexer com o mundo?
-Acho que sim, olha só. Ele pegou o romance argentino do qual tinha interrompido a leitura depois da chegada dela e o colocou do outro lado.
-Você só mexeu o livro, não mexeu mais nada no mundo. Ela disse rindo da sua tentativa de explicação.
-O livro faz parte do mundo, e você nunca consegue prever todas as conseqüências. Sorrindo ele tenta consertar.
-Eu também acredito que tudo está conectado, mas às vezes parece tão difícil mudar alguma coisa.
-Verdade, mas se tudo faz parte dele com certeza podemos mudar as coisas. E olhou para ela com olhos de esperança, e ela o beijou.
Verdade Casual
Marcadores: Crônica | author: Jota ReisSolstício
| author: Jota ReisFim do mundo, depois fins de semana
Sai meio esotérico e meio sexta feira
Sorte e sorrisos na concha acústica
As costas no chão no palco da convenção
Não param de chegar, contadores de brisa.
O sábado sóbrio pelo sol, ébrio ás de River.
Tequila, um brinde a quem morrer?
Novamente no chão, pela perna que engana
Domingo bom é aquele que começa com ressaca
Dividindo o copo de água da nostalgia
Amigos almoço planejado, viramos parodia
O observador de nimbos disse que vai chover.
Eu acreditei e na segunda chovia
Então soltei uma nimbos, pedaço de era
A tempestade se foi quando o sol sumia
A brisa noturna trouxe o aviso da primavera.
Sinto saudades
Marcadores: Poesia | author: Jota ReisApenas isso poderia bastar, mas quem sou eu para falar menos sobre saudade.
Por que a saudade não cala, ela fala tudo que falta, e suspira o que ficou.
E da palavra, a lembrança e cada suspiro, uma leve dor.
Como fala quem ficou, como nunca sabemos se lembra quem foi.
Não sabe o porquê de não ir, e mesmo se fica, não está ali.
Saudade perigosa que só lembra coisa boa, tenho medo.
Se lembrar coisa ruim não é saudade, por isso saudade é mentirosa.
Mas não é falsa. Mesmo sendo boa, equilibra no aperto do peito.
Pede passagens e leva nossa viajem pra quem já viajou.
Ampolas de Drinks
Marcadores: Informativo Poético | author: Jota ReisEnviei um texto para o Ivan Cardozo,
que ele colocou em seu blog (Dedada Brutal).
Muito Obrigado Ivan e parabéns pelo blog.
Deêm uma olhada: Ampolas de Drinks



