E viva a arte independente, disse-me uma poetisa.E viva a arte independente, disse-me um musico.E viva a arte independente, disse-me um pintor.E viva a arte independente, disse-me a arte.Cansei de Céus azuis e poetas mudosDo silencio da madrugada e das cordas estouradasE á quem veja fale e pense por uma telaE muito mais que ladram e poucos que mordemFoi-se o tempo, e tudo de velho não foi com ele.Vejo as mesmas rugas nos mesmos cargosVejo tudo de um lugar distante, longe da importância.Não fiz escolha alguma para ter esses direitosE muito menos para ter esses seus deveres.Não me entenda mal, não vim mudar nada.E se vim, não quero.Deixe-me aqui...