Respirei fundo aquele ar de savana de pedra em pleno verão, triste e desértica a plataforma de embarque, com suas chamadas para a saudade, com seu peculiar ar de coisas que ficam para trás, tudo que chega um dia parte, tudo que se ganha, um dia ou se doa ou se perde, eu me doava e me perdia naquela imensidão dos meus pensamentos vastos, que percorriam a extensão das minhas lembranças com a velocidade de sorrisos que me vinham no rosto. Nada extraordinário, porém tudo muito especial, cada detalhe cada gesto.Olhei com um olhar analítico outro ônibus que partia, para um destino tão certo para ele, mas pensava com um impetuoso sorriso, “Quão incerto...