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Jaz

11 dezembro 2007

Rodoviária II

Respirei fundo aquele ar de savana de pedra em pleno verão, triste e desértica a plataforma de embarque, com suas chamadas para a saudade, com seu peculiar ar de coisas que ficam para trás, tudo que chega um dia parte, tudo que se ganha, um dia ou se doa ou se perde, eu me doava e me perdia naquela imensidão dos meus pensamentos vastos, que percorriam a extensão das minhas lembranças com a velocidade de sorrisos que me vinham no rosto. Nada extraordinário, porém tudo muito especial, cada detalhe cada gesto.Olhei com um olhar analítico outro ônibus que partia, para um destino tão certo para ele, mas pensava com um impetuoso sorriso, “Quão incerto...

10 dezembro 2007

Rodoviária

Sexta-feira, um dia comum na pacata cidade comum de Atibaia, eu nada comum esperava impaciente, não na impaciência de que já esperou muito, mas com a impaciência de quem sabe que vai esperar, afinal era sexta feira espera uma pessoa que chegaria de São Paulo, o transito com certeza estaria horrível.Coloquei meu ante braço na grade que dava para o terminal logo abaixo de mim, e como algo comum a quem vive a olhar a estética das coisas feias, mas bonitas ao seu modo passei a observar todo aquele enorme momento de transição, ônibus chegavam a cada minuto e pessoas desciam deles, algumas como malas enormes dando a impressão que ficariam muito tempo...

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