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Jaz

28 junho 2007

CORRIDA

No dia em que eu que eu nasci não soaram trombetas, e sim um estampido alto me avisando que a corrida acabava de começar, então eu chorei porque por não poder correr mais rápido que o tempo, depois de alguns meses notei que não estava tão longe dele assim, logo comecei a andar, e a vida foi passando, o tempo correndo e eu atrás tentando pegá-lo, com a inocência das crianças que estão dormindo, aos meus seis anos começaram os obstáculos, eu tinha que aprender tudo muito rápido, se não o tempo me deixava para traz, era isso que me falavam e eu animalzinho ainda não domesticado, aceitava essa verdade tentando me encaixar dentro nessa famigerada...

22 junho 2007

Devaneios Públicos II

Devaneio n° 483Estou sentado sobre uma cadeira azul, dessas que se encontra em muitos escritórios, e a cadeira sobre um amontoado de blocos, desses que chamam de prédio, me distraindo com algumas folhas em branco e uma caneta barata escrevendo pequenos textos, e uma pessoa me olha de longe pensando, deve ser um desses poetas.Devaneio n° 484Ao amanhecer um passarinho visitou a minha varanda, deu três pulinhos para cá, três para lá e ficou olhando-me com insatisfação, adentrou alguns centímetros pela porta e fechou os olhinhos sacudindo a cabeça como quem diz; -Que cheiro estranho esse seu incenso.Pequei um biscoito e esfarelei-o, jogando perto...

21 junho 2007

GRAVURAS DE LUGAR ALGUM

A palma da minha mão pressionava enquanto escorava as maças do meu rosto, os dedos cobrindo os olhos e as suas pontas tacavam o inicio do meu couro cabeludo, meus cotovelos se apoiavam na mesa e o escritório estava vazio, a solidão da terra, de vales que sonham com a água salgada, pela minha varanda nada do que eu já não tivesse visto e o cheiro de jornal velho com incenso, peculiar e triste por não conter nenhum cheiro conhecido, e nenhuma palavra que consolasse esse meu estado de carta presa numa garrafa.Eu tenho tanta coisa pra falar, tantas filosofias pra viver, tantos pontos pra interligar e paralelas para juntar, mas tudo que sinto e a...

09 junho 2007

Bilhetes

Sentado na frente de um computador no meu escritório, a fumaça sobe vagarosamente, estranhamente influencia pela musica da Maria Bethânia que tocava, triste e tão poético, penso enquanto minhas conversas por esse meio de comunicação se desenrolam, estranho troco conversas de amigos próximos com pessoas tão distantes, às vezes nem pela própria distancia em si, simplesmente pelo ultimo contato físico real, presente, sem necessitar de nem um meio de comunicação inventado no ultimo milênio, a simples conversa, sem meios de comunicação atuais, minha solidão vai aumentando com a falta de assunto e logo elas voltam para o seu lugar na minha lista de...

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